Ditadura fashion Midiática
O conceito de moda apareceu no final da Idade Média, em meados do século XV, no início do renascimento europeu na corte de Borgonha, onde atualmente se encontra parte da França.
Naquela época os burgos se desenvolveram e se transformaram em cidades, nas quais os burgueses ganhavam dinheiro e se tornavam detentores do poder de compra. Com isso a burguesia que não era nobre, mas rica, começou a copiar as roupas dos nobres.
Os nobres, por sua vez, ao perceber a imitação começaram a mudar a sua forma de vestir, variando suas roupas para se distinguirem dos burgueses. Assim, os nobres fizeram funcionar a engrenagem: os burgueses copiavam, os nobres inventavam algo novo e esse ciclo se repetia. Conforme Lipovetsky (1989): desse duplo movimento de imitação e distinção nasceu a mutabilidade da moda.
Os meios de comunicação e especialmente a televisão têm grande poder de influência na composição do visual das pessoas. Desde cedo somos ensinados a nos vestir e nos portar como a mídia diz que é “certo” e “descolado”. Os jovens, por serem mais inexperientes e suscetíveis às pressões exercidas pelo meio acabam sendo o principal alvo dos ditames da moda.
Ao longo dos anos, a moda sofreu diversas transformações e os jovens acompanham cada uma delas; a todo o momento surgem novos ícones, seja na teledramaturgia, na música ou na dança para serem imitados e seguidos como se fossem DEUSES. Foi assim com astros do pop rock como Elvis Presley e Madonna.
Aqui em Vitória da Conquista, as coisas não são diferentes. A adolescente de 14 anos, Clarice Aragão, diz “curtir” muito as músicas e personagens das atrizes e cantoras Miley Cyrus e Taylor Swift. “Adoro o modo como elas se vestem, são inspirações para meus looks. Um dos adereços que adotei para mim foi a headband.”, afirma a jovem.
Seguindo a moda veiculada pelo eixo Rio – São Paulo os jovens conquistenses adotam o estilo que se vê nas telinhas. “Antes de compor minhas vitrines faço uma pesquisa sobre o que está sendo usado, costumo viajar para as grandes metrópoles e trago de lá as novidades. Ultimamente tenho dado preferência para os artigos usados pelas personagens da novela Tititi, como clogs, calça saruel, mangas bufantes e principalmente o estilo despojado que não combina peças”, diz Kellen Jaqueline, proprietária da loja RK9, no centro da cidade.
Ao conversar com os jovens, percebemos como eles se sentem dominados pelo poder da mídia. O estudante do curso de cinema da UESB Daniel Régis Biurrum, que usa o cabelo
a la Justin Bieber disse que se sente rejeitado se não seguir os padrões impostos. Já a estudante de jornalismo Priscila Bittencourt leva o assunto de forma mais descontraída e diz: “A mídia tem muita influência no meu jeito de vestir, tudo que está na moda eu quero adquirir porque gosto de me sentir na moda”.



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