Esse blog foi criado a pedido do professor Marcus Lima, que leciona a disciplina de Genêros Jornalistícos para os alunos do 2° semestre do curso de Comunicação Social da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB). Eu, como uma das aluna da turma estarei postando aqui textos referentes aos gêneros estudados em sala de aula. Espero que gostem!!!
O que são Gêneros?
Melo (1985, apud Lonardoni, 1996) estabelece - a exemplo do que se faz para a literatura - os gêneros para o jornalismo. Ao estudar os gêneros jornalísticos no Brasil, Melo retoma a obra de Luiz Beltrão, pesquisador que estudou sistematicamente esse assunto. A classificação feita por Beltrão atende a critérios funcionais, de acordo com as funções que os textos desempenham em relação ao leitor: informar, explicar ou orientar. A partir dessas funções, propõe três categorias básicas:
a) jornalismo informativo: notícia, reportagem, história de interesse humano, informação pela imagem;
b) jornalismo interpretativo: reportagem em profundidade;
c) jornalismo opinativo: editorial, artigo, crônica, opinião ilustrada, opinião do leitor.
Acrescentando alguns elementos, Melo reduz essa classificação a duas categorias:
a) jornalismo informativo: nota, notícia, reportagem, entrevista
b) jornalismo operativo: editorial, comentário, artigo, resenha, coluna, crônica, caricatura, carta
Com esse seu estudo, Melo, de certa forma, evidencia a proximidade que há entre gênero e tipos textuais. Os tipos textuais, assim, não se limitam especificamente ao literário, ao jornalístico, ao técnico ou ao científico: são, na verdade, modelos gerais, que são escolhidos, adaptados e readaptados de acordo com cada função especifica que exercem na comunicação.
Fonte: http://www.filologia.org.br/soletras/2/06.htm
Os enunciados - organizados e agrupados - são usados em toda e qualquer atividade humana. Essas atividades se caracterizam por condições especiais de atuação e por objetivos específicos, e, sendo inúmeras, cada esfera de atividade desenvolve tipos relativamente estáveis de enunciados que passam a ser comumente associados a elas. Mesmo variando em termos de extensão, conteúdo e estrutura, os enunciados conservam características comuns, daí serem considerados tipos relativamente estáveis. Bakhtin (1997) chama de gêneros de discurso esses tipos estáveis de enunciados. Vale ressaltar que o termo gênero normalmente é associado aos estudos literários, daí a tendência, nos estudos lingüísticos, para o uso da expressão tipos de texto, considerada mais neutra (Silva, 1995).